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Janeiro Inglório

Domingo, 22 de janeiro de 2012 por Fabrício Mohaupt | tag TN7, R10, Luxemburgo, Diretoria

O ano começou confuso para nós da Imensa Nação Rubro-Negra. Só mesmo o nosso amor, a nossa perseverança e a nossa imensa fé para aturar tudo o que vêm fazendo de errado no Clube. Nossa diretoria deu aula de como não se deve fazer negócios no mercado da bola. O caso do TN7 mostra claramente o como somos amadores nesse quesito. Podemos reclamar da trairagem do jogador, mas a verdade é que devemos negociar a renovação de um contrato sempre antes de ele vencer, caso contrário, ficamos sujeitos a isso, a um jogador que não tem qualquer amor a clube algum e que sempre é seduzido por dinheiro.

Há de se observar que não deve ser fácil ficar nessa incerteza de ter ou não ter um contrato e de receber ou não seu salário. Hoje, dia 22/01/2012, ainda não resolvemos o impasse com o parceiro financeiro e não temos uma definição do caso R10. Ele vai embora? Ele fica? Ele entra em campo contra o Potosi? Ele jogará com vontade ou ficará dando uma de Vampeta, fingindo que joga?

A diretoria não resolve os problemas, não faz contratações que realmente reforcem o time (até agora só compôs elenco), e ainda bate cabeça com o treinador. Aliás, mais uma incerteza: quem será o treinador depois do jogo contra o Potosi? Mais uma para a conta dos dirigentes que não aguentaram o estrelismo do Luxa e começaram um processo de fritura numa clara tentativa de fazê-lo pedir demissão para não ter que pagar multa rescisória.

É bem verdade que na época do Kleber Leite já teríamos renovado todos os contratos e trazido mais uns cinco jogadores de peso, mas contrairíamos uma dívida gigantesca por mais trinta anos. Este é o único ponto positivo dessas negociações: só fazer aquilo que o clube pode arcar. Causa frustrações, mas dá segurança.

Veio então a estreia oficial de 2012: um jogo com o "poderoso" Bonsucesso pelo Campeonato Carioca. Não estava animado, mas a garotada mostrou vontade de jogar, que é, na verdade, tudo o que queremos. Eles superaram todo o desentrosamento e deficiência tática com a vontade de jogar e com talento natural. Se a equipe titular jogasse com essa vontade, estaríamos disputando tudo para ganhar. Infelizmente, desde o início do segundo semestre do ano passado que eu não vejo essa vontade. O último jogo de verdadeira vontade e entrega foi a virada contra o Santos em julho passado.

Porém, com tantas incertezas quanto a quem fica e quem vem (o Jael, que ontem fez dois, ainda pode ir embora), de jogadores a técnico, com tanta falta de vontade da equipe titular, fica o medo de pagarmos um enorme mico na Pré-Libertadores. Sei não... tudo o que a diretoria faz, desanima. Sorte que a nossa garotada, a boa e velha prata da casa, dá-nos alento e esperança de um futuro melhor.

MAGIA NELES!!!
EQUIPE Magia Rubro Negra
andre@magiarubronegra.com.br
fabricio@magiarubronegra.com.br



1 comentário - Clique aqui e comente


Ciro Martins - 24/01/2012 02:16:15
Análise perfeita da situação que vivemos hoje, cruel. A chegada do Love espanta um pouco as nuvens mas a insegurança continuam, num time que além de todos esses problemas não se reforça para "zona do pensamento". Porque existe essa cultura no Flamengo de que meia-armadores não importam? Só o Botinelli e o Camacho que é muito bom, mas verde ainda, prá mim não dá... Ainda é pouco. Mas vamos lá de qualquer jeito. Flamengo é Flamengo!

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