Numa estreia lamentável sob todos os aspectos, sofremos para empatar com um time de segunda linha, com certeza um dos mais fracos da Série A, combalido por uma semana de insucessos locais, perda de técnico e cheio de desfalques. Mesmo assim, nosso melhor jogador em campo foi o goleiro, que com defesas milagrosas nos livrou de um resultado vexatório. Um mês de recolhimento para começarmos o Brasileiro como terminamos o Carioca e a Libertadores: sem patrocínio master na camisa, sem padrão de jogo, jogando mal e com a incômoda indolência do R10.

Ao contratar esse ex-jogador em atividade, a atual administração fez um investimento no culto à celebridade, esquecendo a essência do futebol resumida na bola rolando e nos resultados aparecendo. Temos um jogador caríssimo que não participa, não chama a responsabilidade dos jogos, não lidera, não atrai patrocinadores, não acrescenta coisa alguma, enfim, não dá o menor retorno, um autêntico ralo no orçamento do futebol. Trata-se de uma falsa grife, daquelas indisfarçáveis porque se identifica sua não autenticidade a cada partida. Pior do que tudo isso são os sucessivos problemas criados, a permanente turbulência na imprensa, o mau exemplo aos jovens do elenco, a incompatibilidade com os técnicos.

Afinal, até quando pagaremos tanto dinheiro para os tiros dados nos pés rubro-negros? Até quando o Flamengo vai persistir no erro antes de diagnosticar o que o Barcelona e o Milan diagnosticaram? O R10 há tempos não quer mais jogar futebol profissional, desejando apenas os holofotes, os seguranças, a badalação, a remuneração alta que o afastam do ostracismo. Correr e produzir ficam reservados para alguns lampejos enganosos com o objetivo de estender o quanto possível essa farsa. Num regime profissional sério, num clube cioso de suas tradições e dos seus custos, sejam os financeiros sejam os de imagem, isso não aconteceria.

Não se pode exigir do Welinton mais do que ele já provou ser, um jogador medíocre e sem condição de vestir o Manto Sagrado. Ele continuará falhando bisonhamente, chutando contra o próprio gol enquanto o mantiverem no time, uma vez que não sabe fazer de outro modo. Mas isso reflete outro problema, a insistência míope dos treinadores. No caso do R10 é diferente. Contrataram um ex-jogador a peso de ouro, cujo talento indiscutível se apequenou de forma assustadora diante de sua inaptidão em campo. Hoje nos gramados ele não passa de um armador de contra-ataques adversários, fora deles um armador de confusões, um derrubador de técnicos.

A direção do clube precisa equacionar esse problema de imediato, sob pena de pagarmos um preço muito maior ao fim dessa competição. A presença desse jogador, insensível perante a gravidade dos fatos, contaminou o elenco. Numa agressão maior à coerência, o R10 ainda ostenta a tarja de capitão. O que esperar de um time no qual o jogador mais importante não joga, não faz gols, não produz e o capitão não lidera, exerce uma influência negativa nos demais e se mostra alheio às exigências? O R10 é o capitão e o jogador mais importante. Ou melhor, deveria ser.

Vamos esperar um estágio mais degradado de coisas para tomar uma decisão? A quem interessa manter tudo como está? Seria covardia para assumir o grave erro cometido e corrigi-lo antes que o mal seja pior? Não estão em jogo projetos pessoais ou candidaturas, está em jogo o futuro do futebol do Flamengo, a história do clube! Basta de acomodação, de insensatez e de omissão! A situação está insustentável e não é de hoje.
MAGIA NELES!
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